Um viva à Derrota

Você será derrotado um dia. Está preparado?

Vencer é bom. É o climax da superação e o objetivo natural de nossas vidas. Estamos sempre procurando vencer. Mas o que aprendemos de fato com a vitória? Que nossos esforços são recompensados? Que fomos melhores que os demais? Que alcançamos um objetivo? Sim, tudo isso e talvez mais.

Mas o quanto a vitória nos fortalece? O quanto nos prepara para um novo desafio? O quanto nos tornamos humildes sendo vitoriosos?

Ao contrário da vitória, é na derrota que conhecemos nossos limites e nossa capacidade de recuperação. Neste território cinzento é que encontramos a força motriz por trás da esperança e traçamos nossos objetivos em direção à superação.

O principal marechal de Bismarck, von Moltke, foi perguntado sobre como se sentia como um general invicto, o melhor general da segunda metade do século XIX. Moltke respondeu: Isso não se pode dizer. Só se pode dizer isso de um grande general quando ele foi testado na derrota e na retirada. Aí se mostram os grandes generais.

Todos seremos derrotados um dia; onde existe disputa, existe a chance da derrota. Aquele que não é derrotado não conhece sua verdadeira força e tende a se frustrar ainda mais quando ela finalmente chega.

Mesmo nossa biologia é uma questão de disputa; estamos o tempo todo lutando para nos mantermos vivos, até o dia que, invariavelmente, iremos sucumbir. Lutamos contra a fome, cansaço, doenças e demais perigos à sustentabilidade de vida. Tudo para um dia perdermos finalmente a batalha.

O que não devemos é perseguir a vitória à todo custo, sem nos importarmos com as bases que sustentam a disputa. É uma questão de vontade, mas também de planejamento e confiança. Vencer, por si só, é um reconhecimento de estado temporário. Ninguém vence para sempre; ninguém se mantém como o melhor indefinidamente. Como meros fotogramas, aquele instante pode ficar gravado temporariamente nas mentes daqueles que participam para um dia ser esquecido.

Algumas derrotas são  verdadeiras vitórias; Alexandre Magno falhou em unificar o mundo antigo, porém se tornou o maior conquistador da história. O próprio Cristo, crucificado no meio da ladrões se tornou parte do Deus venerado por mais de 1/3 da humanidade.

Esses são só exemplos de que o que importa é o caminho. Se este for digno, a vitória não tardará e a história se encarregará dos méritos. O que pode ser mais belo do que a superação frente ao desafio?

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