O que somos nós?

Nossa existência, depende de como somos percebidos.

Depende. Do ponto de vista da física somos átomos, provenientes da poeira de estrelas, criados no momento do Big Bang.

Já aos olhos da química somos aglomerados de moléculas complexas, basicamente, hidratos de carbono, lípidios, proteínas e ácidos nucleicos.

A biologia nos descreve como animais, seres vivos que se alimentam e reproduzem-se , com o objetivo de transmitir DNA aos nosso descendentes, não diferentes de outras espécies.

A filosofia nos vê como entidades pensantes; observadores dotados de inteligência, e protagonistas do mundo que nos rodeia.

Economicamente, e porque não politicamente somos números. APENAS  números.

Ao descrever-nos, as religiões, em sua maioria, nos qualifica como especiais em relação ao universo. Somos parte de um todo e fomos criados, basicamente por Deus. Talvez, um dia, venhamos a nos tornar alguma divindade. O conceito religioso nos conforta com motivos melhores do que ligações atômicas e reações químicas com bilhões de anos de evolução.

É realmente tranquilizador acreditar que estamos aqui por um motivo, observados e cuidados por um Deus amoroso e conciliador, embora não haja nenhuma confirmação ou sinal disso, além da nossa própria crença.

Queremos acreditar que nossos entes queridos já falecidos  estão em um lugar melhor, ou vivos, esperando por nós, e não perdemos oportunidades de encontrar indícios disso em sonhos, coincidências ou pensamentos.

Mas existe algo reconfortante em relação a nós. É muito bom estar vivo e ter a oportunidade de acumular experiências e se relacionar com outros seres humanos e com o mundo que nos rodeia. Logo, somos sim, capazes de moldar o nosso futuro, meio ambiente e, por que não, realidade, e criar verdadeiras maravilhas, bem como algumas atrocidades.

Não  devemos nos desesperar, porque mesmo em meio a adversidades, somos capazes de nos reinventar. A boa noticia é que se existe uma lei básica que rege o universo: Nada verdadeiramente acaba.

Átomos são reutilizados. Nossos descendentes perpetuam a nossa espécie, biologicamente e de acordo com os ensinamentos e crenças que lhes deixamos. Se nada é destruído na natureza, então, porque pensar que o que somos hoje simplesmente deixará de existir?

Seremos diferentes, mas continuaremos por ai, esperando sermos observados e percebidos de alguma maneira.

Esta entrada foi publicada em Biologia, Física, Filosofia, Opinião, Religião. ligação permanente.

3 respostas a O que somos nós?

  1. Márcio diz:

    Tenho a dizer que é uma bela reflexão, sem dúvida, concisa e objetiva, resumindo de forma surpreendente algumas ideias de nossa origem sob o enfoque das ciências, da filosofia e do materialismo crasso…

  2. Márcio Cesar diz:

    Caro Leandro, farei uma rápida análise de sua postagem para melhor reflexão, pois vejo que tem aumentado suas postagens, fruto de grande concentração e estudos sobre a vida. Percebi que na sua visão geral de quem somos nós vc apresenta uma ideia totalmente materialista da vida, ou seja, de que somos aglomerados de átomos que se perpetuam no Universo, independentemente de quaisquer aspectos do que achamos disto ou deixamos de achar…e é justamente aí que está o grande conflito com minhas ideias que passarei a expor: penso que o verdadeiro univeros é o mental, pois somente a partir desta percepção é que podemos imaginar o mundo. Quando fazemos o possível para conceber a existência de corpos exteriores, estamos durante esse tempo contemplando tão somente as nossas próprias ideias. Mas a mente, “sem tomar conhecimento”de si mesma, é iludida a pensar que pode e de fato concebe os corpos existentes sem serem pensados ou fora da mente, embora sejam simultaneamente apreesiveis ou existentes por ela mesma.
    É evidente, ao mais rápido exame do nosso pensamento, saber se é possível a nós entender o que significa a existência absoluta dos objetos sensíveis por si mesmos, ou sem a mente. Para mim é evidente que essas palavras ou indicam uma contradição direta, ou nada mais…

  3. Leandro diz:

    Prezado Marcio,

    Obrigado pelo comentário e por ser frequentador do meu blog.

    Sobre suas considerações, gostaria de comentar:

    A grande diferença sobre o que você expõe, daquilo que escrevo, é a concepção de que, segundo você, o Universo foi criado para nossa percepção. Já eu, proponho exatamente o contrário. Nós somos um conjunto de receptores de sinais, sejam físicos luminosos/auditivos, sejam químicos olfativos e afetivos; Moldados por bilhões de anos de evolução atavés da seleção natural. Sua crença, de que o Universo existe para ser percebido por nós, é no mínimo pretenciosa, para não dizer arrogante. Tavez, nossa própria existência, seja o destino e propósito do Universo: Ser percebido por ele mesmo. Mas nunca, jamais o contrário. Aqui, nós servimos, não somos servidos.
    A imensidão do Universo, nos constrange em nosso desejo de nos sentirmos especiais; De termos um propósito. Imagine que em outro planeta, tenhamos uma civilização tão ou mais avançada que a nossa, com alguns milhões de anos a mais de existência. Como acha que eles nos enxergariam se soubessem que nós achamos que o Universo está aí por nossa causa? O Universo já existia quando nascemos e continuará existindo depois que formos embora. Percebido ou não, por nós, ou por outras formas de vida inteligente.

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