Especial Semana Santa – Jesus de Nazaré – Parte 1

Jesus Cristo

Jesus segundo o Sudário de Turim

Originalmente, o líder de uma obscura seita judaica, que pregava a remissão dos pecados em vista de um vindouro reino de Deus sobre a Terra; Foi elevado à  condição de Deus da maior religião do mundo, apenas 300 anos após a sua morte e dividiu a história humana entre antes e depois do seu nascimento.

Mas o que de fato sabemos, cientificamente, sobre ele?

O nome:

Yeshua Bar Yosef, era o nome verdadeiro de Jesus. Yeshua significa “Yavé Salva”, Bar Yosef, é “filho de José”. Existem variações, como Yeshua Netsaret, “Jesus de Nazaré” ou Yeshua Hamashiach, “Jesus Messias” ou “Jesus Cristo”.

Ano em que nasceu:

Jesus, nasceu entre o ano 4 e 6 antes da era que leva seu nome; Sabemos do erro na data, porque o nascimento ocorreu, segundo o próprio Evangelho, antes da morte de Herodes, o Grande, no ano 4 a.C.. Logo, Jesus não morreu com 33 anos, mas provavelmente com 37 ou 39 anos.

Local de Nascimento:

Muito se diverge sobre a possibilidade de Jesus ter nascido em Belém. Estudiosos afirmam que esta informação foi codificada posteriormente na Bíblia, visando “cumprir” antigas profecias, que faziam da cidade, berço do rei Davi, o local de nascimento do Messias.

Lugar em que cresceu:

Nazaré era um vilarejo com no máximo 400 habitantes, e os únicos vestígios arqueológicos da época, são lamparinas e prensas de azeite, o que demonstra não ter sido, nem de longe, uma comunidade relevante para a região. Por isso que, longe das milhares de crianças, supostamente, executadas por Herodes, teríamos no máximo 20, com a idade em questão.

Profissão:

Jesus, sempre no território da probabilidade, não era um carpinteiro, e sim um camponês. A palavra carpinteiro, ou “tekton” pode significar algo como “biscateiro” ou “mão para toda obra”, membro de uma classe inferior que realizava serviços manuais diversos. Em diversas passagens do Evangelho, Jesus faz menção a trabalhos e campo, como as parábolas do grão de mostarda, joio e do trigo ou dos lírios do campo. Pode ter trabalhado diversas vezes em uma cidade vizinha chamada Séforis, que estava sendo construída pelos Romanos na época.

Alfabetização:

Algumas correntes de pesquisadores, afirmam que Jesus era analfabeto, justificado pelo fato de não ter deixado nada escrito ou codificado, além da alfabetização ser um processo caro, destinado somente a filhos de famílias abastadas da época. Em nenhum momento nos Evangelho, Jesus lê ou escreve alguma coisa. Particularmente, eu não acredito nesta hipótese; Nos Evangelho, Jesus demonstra um grande conhecimento das escrituras, ao citá-las e descrevê-las com detalhes.

Infância e juventude:

Sua infância, adolescência e juventude são um mistério. Jesus teria passado algum tempo no Egito, fugindo da perseguição de Herodes, mas esta informação também é refutada pelos historiadores, que mais uma vez, utilizam o casuísmos das profecias para justificar esta informação. É admitido que Jesus viveu a maior parte da sua vida em Nazaré, junto com a sua família.

Início das pregações:

Logo, Jesus aparece adulto, com cerca de 30 anos, pregando tanto ao público em geral quanto em sinagogas na região da Galiléia.

Ali, Jesus pregou a camponeses, pescadores e demais classes humildes, formando uma base de seguidores coesa, a qual conseguia atingir por falar abertamente, utilizando parábolas facilmente identificadas com o dia a dia daquela população. Jesus tornava o ensinamento religioso simples e, junto com os milagres que realizava, se fez extremamente popular na região e um sério candidato ao posto de Messias.

O Messias:

A figura do Messias, esperado pelo povo Judeu, era a de um rei libertador, aos moldes de Davi,  que unificaria as 12 tribos de Israel e instauraria o reino de Deus sobre a Terra. Este apelo tomou proporções ainda maiores com a conquista de Roma sobre o território, cerca de 70 anos antes. Esta denominação será melhor detalhada no próximo post.

Logo, Jesus utilizou de diversos simbolismos para se identificar com as antigas profecias, principalmente as de Isaías, para se declarar o Messias há muito esperado, e com isso, obteve tanto apoio quando oposição às suas pretensões, principalmente pelo fato de não ser um líder militar ou descendente direto de alguma casa real, o que validaría seu direito ao trono. Muito pelo contrário; Jesus, por diversas vezes, recusou qualquer forma de materialismo e violência para justificar algum fim. Dizia que seu reino não era deste mundo e pregava o arrependimento como forma de chegar ao referido reino.

Essênio?

As idéias de Jesus eram bem parecidas com a dos Essênios, um grupo eremita apocalíptico, que junto com os Fariseus, Saduceus e Zelotes, formam as correntes religiosas do judaísmo de então. Muitos estudiosos questionam se Jesus era um essênio ou somente simpatizava com seus credos, uma vez que ambos pregavam o fim do mundo e o início do reinado de Deus sobre a Terra. Os Essênios eram uma comunidade isolada, habitavam pricialmente cavernas no deserto e não possuiam nenhum bem material.

Próxima parte:

Como se sabe, depois de pregar e multiplicar seus seguidores, Jesus foi preso, julgado e executado em Jerusalém. Estes desdobramentos serão discutidos na parte 2 deste especial.

Esta entrada foi publicada em História, Religião. ligação permanente.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s