O Universo em Nó

Você acredita no Destino? Ou acredita que seu futuro é escrito a partir das suas próprias ações?

Cada opção de tem vantagens e desvantagens. Vamos analisar:

Para os que acreditam no Destino, tudo é mais poético e transcendental. Estamos aqui por um motivo e, este, está escrito desde o início do Universo. Precisamos cumprí-lo para encontrarmos algum sentido em nossas vidas. Porém, somos pré-determinados a seguir o fluxo estabelecido a incontáveis eras e nada do que façamos pode alterar isso. Tudo que acontece tem seu motivo e tudo que vai acontecer, acontecerá, independente da sua vontade.

Já para os que não acreditam, a vida tende a ser mais racional, porém, menos gloriosa e despropositada; Estamos aqui, simplesmente por estar, e, tudo aquilo que acontece é aleatório e fruto exclusivo de acontecimentos que vão moldando a realidade, da qual você faz parte e atua no tocante da sua vida. No entanto…

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O Desafio do Passado

É possível construir um futuro, sem olhar para o passado? O quanto somos realmente ligados, àquilo que passou?

A vida passa depressa, e por mais clichê que isso pareça, quando nos damos conta de quem somos, inevitavelmente nos questionamos como chegamos até aqui.
Seríamos as mesmas pessoas sem as experiências ruins? Estaríamos imunes às armadilhas da vida, se não tivéssemos sido apanhados nas mesmas? O quanto podemos julgar o comportamento alheio, sem olhar para o nosso próprio infortúnio?
São questionamentos dolorosos, que muitas vezes nos impedem de seguir em frente. Mas o quanto podemos ignorá-los? Quem agradece à decepção? Quem fica em dívida com a tragédia? Quem não se pergunta, entre lamúrias, o por quê?
Desde crianças, somos esponjas absorvendo o comportamento alheio. O tempo todo novas experiências são adquiridas baseadas em modelos pré-existentes, observados em nosso cotidiano. A lógica é: Se convivemos com santos, é bem provável que sejamos santos; Se andamos com porcos, é bem provável chafurdarmos na lama.
Nossa própria consciência só forja os valores do que é certo ou errado, a partir da educação recebida, seja ela lógica, intelectual ou simplesmente natural.
Mas  o que nos leva à seguir o mal exemplo? A resposta é a falsa sensação de liberdade e desafio ao modelo pré-estabelecido. Não à toa, que durante a adolescência, crianças educadas e de boa índole, acabem buscando em maus exemplos, emoções e desejos reprimidos. O que é proibido, tende a ser mais saboroso.
Não é raro o arrependimento surgir após se alcançar o fundo do poço. A partir daí surge a fase da negação, aquela que nos faz culpar a tudo e a todos pelas mazelas em que nos enfiamos. Todos tem culpa e tudo nos levou àquela situação. Somos coitados e jamais teríamos agido daquela forma se o pecado não nos tivesse sido apresentado. O pecado original da bíblia sugere exatamente isso ao culpar a serpente pela fraqueza de Eva.
Porém, a formação do caráter é um processo constante, que com o amadurecimento do intelecto, tende à demonstrar a falibilidade humana e a conscientização íntima do que é certo ou errado.
Neste momento, normalmente, assumimos nossos erros buscando a redenção com nossas ações e tentando impedir que os demais trilhem o mesmo caminho doloroso. Nos tornamos desta forma os pais da sociedade; Sempre exigindo a retidão no comportamento dos jovens e tratando dos mesmos excessos pelos quais passamos.
Como seria fácil e conveniente simplesmente apagar aquilo que passou. Infelizmente nossa percepção do pecadonos foi passada de geração em geração, através de credos e modelos de comportamento, sempre colocando em risco nossa aceitação perante à sociedade ou em nível metafísico, com a promessa de um inferno de chamas eternas para àqueles que se desviarem do caminho.
Poucos são os que se mantém fiéis ao que amam. Poucos são os que não desistem daquilo que acreditam. Poucos são os que não se seduzem pelos prazeres imediatos ou renegam à imagem exigida. Muito menos, os que se percebem como parte da equação que rege o convívio humano e por consequência, a mecânica do Universo.
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A Farsália de Lucano

A Águia Romana

Estandarte de batalha e símbolo do poderío romano.

Na guerra civil romana, Júlio César sabia que precisaria marchar sobre a própria Roma, o que não era permitido a nenhuma legião.
Marcus Lucanus deixou-nos o relato do que aconteceu.

“Que rapidamente César superou os gélidos Alpes e em sua mente concebeu as imensas reviravoltas, à guerra vindoura. Ao chegar ao pequeno Rubicão, a esse líder, na noite escura, apareceu a poderosa imagem de sua pátria em apuros. Dor em seu rosto. Seus cabelos brancos por entre as torres que a coroavam. Com tranças desfeitas e ombros nus, ela, suspirando, lhe disse:

‘Para onde mais marchareis? Onde levareis meu estandarte, guerreiros? Se vindes legalmente, como cidadãos, só até aqui podeis vir. ‘

Tremores acometeram o líder, seu cabelo se eriçou e a fraqueza fê-lo estacar seus pés na margem do rio.

Por fim, ele falou:

Oh Deus do trovão que vigias as muralhas da grande Roma do alto da Pedra Tarpeiana!
Oh deuses frígios da casa de lulus, clã e mistérios de Quirino que foi carregado para o céu!
Oh Júpiter do Lício, sentado no alto de Alba, nos lares de Vesta!
Oh Roma, que és igual à maior divindade, favorece meus planos!

Não é com armas ímpias que te busco. Aqui estou eu, César, teu próprio soldado, conquistador de terra e mar,  agora também em toda parte, se me for permitido.

O homem que faz de mim teu inimigo, ele é o culpado.

Rompendo as barreiras da guerra através do caudaloso rio, veloz ele levou seu estandarte.

Ao cruzar o aluvião e alcançar a margem oposta, dos campos proibidos de Hespéria, Cesar se aprumou e disse:

‘Aqui abandono a paz e a lei vilipendiada. Fortuna, é a ti que eu sigo! Adeus aos tratados! De agora em diante, a guerra há de nos julgar!’

Ave, Cesar! Os que estão para morrer te saúdam!

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O que há de errado com a retidão?

Qual é o caminho certo, que todos devemos trilhar?

Entende-se por retidão, “a conformidade com a razão, com a justiça, com o direito, com a lei, com o dever; integridade, lisura, probidade: retidão de proceder”, no entanto, a própria condição humana combate constantemente este comportamento utópico nos nossos mais íntimos anseios.

Como seres imperfeitos e suscetíveis à lei do menor esforço, estamos sempre lutando contra a tentação de nos entregarmos à conveniência para satisfazermos nosso egoísmo. É uma questão de altruísmo e coragem, combater nossos desejos mais íntimos e prazeres egocêntricos, levando em consideração todas as consequências possíveis.

Todo o sofrimento comportamental do mundo é causado pelos nossos reflexos egoístas. A total falta de percepção do mundo à nossa volta, a certeza da impunidade e a indiferença para com os demais, aproximam o comportamento humano às feras da natureza.

Durante a evolução humana, o desenvolvimento intelectual e o conceito de justiça surgiram inerentes à capacidade de reconhecermos limites individuais em nossas ações. O respeito ao próximo, seja baseado em leis ou em abstrações religiosas como a definição do pecado, fez com que a moral e a civilidade do homem, despertassem para a racionalidade do nosso entendimento como sociedade e de forma mais abrangente, como espécie.

O conjunto de leis de uma sociedade reflete a melhor resposta temporal para a convivência pacífica de todos os membros. A partir do momento em que determinado grupo começa a respeitar somente as leis que lhe são interessantes, os desvios de caráter e a subversão de valores se elevam em detrimento ao respeito do convívio social.

Retirar-se desta equação é um sinal de covardia e desrespeito à tudo que pode existir de fraterno no ser humano. O resultado é uma autocracia, onde cada um se define como à parte da sociedade e acima do bem e do mal. Não tardam a aparecer os problemas; sejam os carregados pela culpa, evidenciados através do arrependimento sincero, ou os impostos pela mesma sociedade contra a qual se atentou. A definição do crime, o combate pelo poder estabelecido e o cumprimento da pena, trazem a vergonha e a condição de excluídos dentro da sociedade. Os rótulos são sempre pejorativos, dos quais é difícil para o infrator escapar da condição de penitente, mesmo que em uma bem intencionada remição.

O convívio em sociedade nos mostra o quanto frágeis somos e o quanto precisamos ser fortes frente aos riscos que a vida desregrada nos oferece. Padrões de comportamento estabelecidos são sempre revistos de geração para geração e esta é a nossa maneira de questionar aquilo que nos desagrada em relação aos rigores da lei. Quando o bem estar de outros seres humanos depende da obediência civil, todos os desejos transgressores devem ser suprimidos, não devendo porém fugirem ao debate democrático, ainda que a contra-gosto.

Acima de tudo, os valores racionais impostos pela liberdade em si, figuram na renúncia daquilo que queremos para nós, em benefício daquilo que oferecemos ao próximo, ou seja, o respeito e a proteção aos menos favorecidos. A verdade e a justiça repousam na condição de encontrar o seu papel dentro da sociedade.

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Um viva à Derrota

Você será derrotado um dia. Está preparado?

Vencer é bom. É o climax da superação e o objetivo natural de nossas vidas. Estamos sempre procurando vencer. Mas o que aprendemos de fato com a vitória? Que nossos esforços são recompensados? Que fomos melhores que os demais? Que alcançamos um objetivo? Sim, tudo isso e talvez mais.

Mas o quanto a vitória nos fortalece? O quanto nos prepara para um novo desafio? O quanto nos tornamos humildes sendo vitoriosos?

Ao contrário da vitória, é na derrota que conhecemos nossos limites e nossa capacidade de recuperação. Neste território cinzento é que encontramos a força motriz por trás da esperança e traçamos nossos objetivos em direção à superação.

O principal marechal de Bismarck, von Moltke, foi perguntado sobre como se sentia como um general invicto, o melhor general da segunda metade do século XIX. Moltke respondeu: Isso não se pode dizer. Só se pode dizer isso de um grande general quando ele foi testado na derrota e na retirada. Aí se mostram os grandes generais.

Todos seremos derrotados um dia; onde existe disputa, existe a chance da derrota. Aquele que não é derrotado não conhece sua verdadeira força e tende a se frustrar ainda mais quando ela finalmente chega.

Mesmo nossa biologia é uma questão de disputa; estamos o tempo todo lutando para nos mantermos vivos, até o dia que, invariavelmente, iremos sucumbir. Lutamos contra a fome, cansaço, doenças e demais perigos à sustentabilidade de vida. Tudo para um dia perdermos finalmente a batalha.

O que não devemos é perseguir a vitória à todo custo, sem nos importarmos com as bases que sustentam a disputa. É uma questão de vontade, mas também de planejamento e confiança. Vencer, por si só, é um reconhecimento de estado temporário. Ninguém vence para sempre; ninguém se mantém como o melhor indefinidamente. Como meros fotogramas, aquele instante pode ficar gravado temporariamente nas mentes daqueles que participam para um dia ser esquecido.

Algumas derrotas são  verdadeiras vitórias; Alexandre Magno falhou em unificar o mundo antigo, porém se tornou o maior conquistador da história. O próprio Cristo, crucificado no meio da ladrões se tornou parte do Deus venerado por mais de 1/3 da humanidade.

Esses são só exemplos de que o que importa é o caminho. Se este for digno, a vitória não tardará e a história se encarregará dos méritos. O que pode ser mais belo do que a superação frente ao desafio?

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A Prostituta Justiça

O alcance da sua visão é tão grande quanto o interesse envolvido.

Por definição, a justiça é a garantia e o respeito às leis estabelecidas. No entanto, nossas concepções outrora justas, são vistas hoje com uma reprovação quase trágica, que nos remonta à monstruosidade dos atos de nossos antepassados. Perseguições religiosas, execuções públicas, escravidão, privilégios divinos e uma infinidade de atrocidades foram, e ainda são cometidas, balizadas pela justiça de então.

À medida que evoluímos e descartamos o subjetivo caminho do misticismo e da ignorância, nossas leis são aperfeiçoadas seguindo um critério acadêmico-científico, político e cultural da sociedade em que estamos inseridos. A obediência e assimilação dessas leis tornam-se então o modelo a ser seguido por todos os membros desta mesma sociedade, dirigida pelo governo, na maioria das vezes, democraticamente constituído.

Mas onde exatamente a justiça falha? Como um produto intelectual humano, e por consequência falho, a interpretação da lei diverge de acordo com a abordagem, inspiração momentânea, crenças pessoais, conveniência e, em alguns casos, interesses individuais daqueles que julgam.

A formulação das leis segue a conveniência dos grupos dominantes nas sociedades desenvolvidas; este é o exercício da democracia; a imposição da vontade da maioria sobre a minoria. Sob esse argumento, regimes autoritários e ditatoriais se travestem com a toga da legitimidade e cometem as maiores atrocidades contra todos aqueles que pensam de maneira diferente. Logo, estes se tornam identificáveis por etnias, crenças, costumes regionais, orientação sexual e/ou qualquer outra peculiaridade de determinado grupo. Normalmente as leis não beneficiam essas representações da sociedade.

Existem mecanismos que previnem a arbitrariedade e os devaneios do sistema, mas quanto maiores as questões envolvidas, maiores são os egos que precisam ser massageados. Desta forma, ao contrário dos processos puramente lógicos, racionais e matemáticos, a nossa justiça não pode ser considerada uma força equilibrada e imparcial; Na verdade, deve ser vista como mais um processo de convencimento intelectual entre as partes interessadas, independente do mérito daquilo que está, de fato, envolvido. Poucas são as decisões realmente corajosas. Poucos são os poderosos punidos pelos seus crimes.

A falta de conhecimento do povo, sobre seus direitos e deveres acaba resultando em crimes cometidos pela completa ignorância à respeito do sistema legal e pela mutação dos valores sociais em comunidades pobres e pouco assistidas. Mais devastadores ainda, são os crimes cometidos por aqueles que entendem bem as leis, e conhecem suas brechas e as maneiras de evitar a aplicabilidade das mesmas. Deste modo, a justiça torna-se uma conveniência em favor dos poderosos, quando deveria ser a garantia básica de todo e qualquer cidadão.

O excesso de leis tende a regular a vida da população, de modo a suprimir cada vez mais a individualidade em questões básicas como o compartilhamento de crenças íntimas de determinado grupo, o respeito à orientação sexual, a reverência à símbolos religiosos ou nacionais, bem como a transmissão de valores e costumes tradicionais, de geração para geração.

A variabilidade dos nosso anseios e de nossas percepções à respeito da natureza, convergem para que o respeito à liberdade, em todas as suas manifestações, seja a pedra fundamental daquilo que todos desejamos entender como justiça.

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Uma breve análise do tempo

Nossa percepção do tempo é variável.

Há alguns milhares de anos o ser humano começou a medir o tempo, observando o nascer e o por do sol, a posição das estrelas e o ir e vir das estações do ano. As posições das sombras foram os nossos primeiros ponteiros e hoje em dia, medimos o tempo em limites próximos aos do próprio desenrolar da realidade.

Mas cabe algumas perguntas: O tempo existe? É uma dimensão da realidade, um evento quântico, ou uma convenção puramente humana?

Uma coisa é certa: Se existe, o tempo teve um início. E se teve um início, provavelmente também terá um fim.

Se consideramos Einstein, com o tempo e o espaço intimamente ligados, e consideraremos que também que existe um limite físico no Universo, obviamente existirá um limite para o tempo.

Conforme o tempo passa, existe cada vez mais entropia no Universo; cada vez menos ordem em consequência de uma existência muito mais caótica. Desta forma, o tempo pode ser entendido como a capacidade da natureza expandir e existir.

Na escala quântica, o menor evento de tempo possível é o Tempo de Planck (0,000.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000.1 segundo). É uma escala tão pequena que em 1 segundo, existem mais Tempos de Planck do que segundos em todo o tempo de existência do Universo (cerca de 14 bilhões de anos).

Nenhum evento na natureza se desenvolve mais rápido do que isso. Nem mesmo a menor distância percorrida por um fóton de luz no vácuo ou o salto de um elétron de uma, para outra órbita.

Porém, a tendência é que mesmo estes eventos, após as infindáveis eras por vir, um dia cessem, junto com o apagar de luzes do Universo. Este será o fim do tempo.

Podemos então conceituar o tempo, como o produto do movimento das menores partes de energia e matéria.

Por outro lado, o tempo pode ser um artifício de nossa mente, para que possamos entender esta mesma entropia, o que nos leva à seguinte pergunta: Se não estivéssemos aqui, o tempo existiria? O tempo existia antes de poder ser percebido? A vida é uma “filha do tempo”?

Existem teorias em que a realidade é um conjunto de “fotogramas” estáticos, mapeados em um infinito arranjo, ou filme físico. O tempo seria o atravessar desses “fotogramas”. Em outras palavras, você não é o mesmo objeto que foi, ao começar a ler este texto, e todos estes “fotogramas”, desde o evento de início da observação, existem e existirão ao mesmo tempo, até o destino final. Presente, passado e futuro, coexistindo em um impensável arranjo de informações.

Sem a convenção de tempo, não medido como entropia, mas como o desenrolar de ações biológicas, seria impossível qualquer tipo de conceituação de vida ou entendimento da natureza. Mesmo nossos organismos inconscientes medem o tempo; mesmo os animais; mesmo as bactérias.

Embora o tempo entrópico seja um evento escalar, o tempo relativo ou espacial não é. Este, é variável e depende de fatores como velocidade e gravidade. Este tempo, o que é percebido por nós, deixa de existir em pontos limítrofes da física, como o horizonte de eventos de um buraco negro, ou quando acelerados à velocidades próximas a da luz.

Um exercício interessante, seria medir o nosso tempo, como  um produto da gravidade da Terra x a velocidade em que nos encontramos em relação à ela x a velocidade de rotação da Terra x a velocidade da Terra em relação ao sol x a gravidade do sol x a velocidade do sistema solar em relação à galáxia x a gravidade do centro da galáxia x a galáxia em relação ao Universo. Existem intermináveis variações nesta fórmula, mas no fim, esta é a nossa percepção de tempo, ou o que faz os ponteiros de nossos relógios avançarem pelos segundos e nossos momentos pela eternidade.

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